quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MAIS FOTOS DA SOLENIDADE NA CONFERÊNCIA DA UNESCO (CONFINTEA VI)



Diante da plenária cheia de representantes diplomáticos



"Escritores são educadores de palavras para que palavras nos eduquem"



Hora de falar em nome dos colegas vencedores do Prêmio do MEC



Com o representante da OEI, patrocinador do Concurso Literatura para Todos



Caminhada para o palco.



Ao lado da viúva do grande Paulo Freire, mestre na arte de educar

sábado, 5 de dezembro de 2009

REGISTROS DE UM MOMENTO PREMIADO


O Ministro da Educação, Fernando Haddad, com alguns dos escritores premiados: Adriano Bitarães, Carlos Correia Santos, Alexandre Marinho, Carlos Almeida, Alaor Ignácio e uma nesga de Antônio Barreto


Fernando Haddad: parabéns aos escritores premiados


Os vencedores: Maria Amélia, Carlos Almeida, Carlos Correia Santos, José Luiz Tavares (Cabo Verde), Alexandre Marinho, Marco Catalão, Adriano Bitarães, Alaor Ignácio e Antônio Barreto


Nós com o Secretário de Educação Continuada, André Lázaro


Foto para tentar esquecer o nervosismo


Reunião para sabermos os detalhes do rigoroso cerimonial da Conferência da Unesco


Carlos Correia e um dos posters espalhados pela Conferência (todas as línguas, todos os idiomas, um só sonho: escrever)

Dias de grande emoção e concretização da certeza de que, independente dos versos ácidos que a vida por vezes traz, é mesmo a escrita o meu condão, a minha sina, o meu leito em que dormir e sempre acordar. Aqui, imagens do meu encontro com os demais vencedores do III Concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação. Certame no qual fui selecionado na categoria dramaturgia, com o texto “Não Conte com o Número Um no Reino de Numesmópolis” (aqui no blog há mais informações sobre o concurso). Belém foi o cenário de nossa reunião. Recebemos nossos prêmios no encerramento da VI Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea), organizada pela UNESCO.

O evento acontece de doze em doze anos e pela primeira vez foi sediado pela América do Sul. Chefes de Estado de mais de quinze países estavam no encontro.

Os demais colegas premiados me escolheram para ser o orador que representasse o grupo na solenidade. Que tensão, que responsabilidade. Um evento política e culturalmente importantíssimo. No palco em que eu subiria para discursar, secretários da Unesco, o Ministro da Educação. Sentada ao meu lado na platéia da plenária, a viúva do grande mestre Paulo Freire. Princesas, xeiques, tanta personalidade...

Abaixo, o discurso que fiz no púlpito da conferência:


A EMOÇÃO DE EDUCAR PALAVRAS

Carlos Correia Santos

Escrever significa educar palavras. Significa ensinar os vocábulos a entenderem a cartilha dos sentimentos. Quando um escritor soletra a palavra emoção ele quer que cada sílaba sua dê aulas de descobertas dentro da alma de um leitor. O empenho maior do real escritor é ensinar suas letras a lerem os mundos que habitam cada ser humano. Nós, vencedores do III Concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, agradecemos a bela oportunidade de virarmos educadores de sonhos, de transformações, de espantos e de luzes. Tudo isso através do que escrevemos num momento em que jamais sonhávamos transformar, espantar e iluminar tão amplamente. É impossível trancar o contentamento ao sabermos que nossas páginas abrirão as portas da magia para neoleitores dos mais diversos cantos. Assim como alguém que se encanta ao descobrir o poder da leitura, nós, escritores premiados, nos encantamos por hoje entendermos precisamente que escrever significa educar palavras. Escrever significa educar palavras para que palavras nos eduquem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

VELAS POR NÓS - TEXTO DE JURACI SIQUEIRA


Texto do grande mestre das letras amazônicas, Antônio Juraci Siqueira, sobre meu romance VELAS NA TAPERA. Fortuna crítica de primeira grandeza.

Belo! Simples e belo! Simplesmente belo! E não careço de mais adjetivos para expressar meu encantamento ao virar a última página do teu livro, meu caro irmão de sonhos, Carlos Correia Santos. Velas agora ardem em mim. Aquecem minha alma e alumiam as trilhas da nossa História tão obscura. Tão mal e porcamente contada!...

Que outras velas se acendam nas taperas que povoam a Amazônia, de Ajuricaba a Chico Mendes. Que outras penas acendam, com engenho e arte, outras tantas velas nos sítios surreais da nossa maltratada região. Quantas Fordlândias ainda precisam vir à luz através da arte! ICOMIs e Jaris esperam. Serras Peladas, também. Que outras velas aticem em nós, homens e mulheres de boa vontade, a fé de Rita Flor. Velas na Tapera não premia apenas o teu esforço, meu caro Poeta. Premia, igualmente, todos os amantes da boa literatura.

Obrigado por nos proporcionar esse encontro mágico nas fronteiras do real e do sonho.

Um grande abraço deste admirador.

Antonio Juraci Siqueira.

DRAMATURGIA DO PARÁ EM DESTAQUE


Matéria publicada no jornal DIÁRIO DO PARÁ, em 29 de novembro de 2009

Foi com uma fábula sobre o mágico mundo de letras e algarismos que o dramaturgo paraense Carlos Correia Santos foi o vencedor na categoria Dramaturgia do III Concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação. Com a obra “Não Conte com o Número Um no Reino de Numesmópolis”, ele levou o prêmio de R$10 mil e ainda terá seu trabalho transformado em livro, que será distribuído em centros educacionais de todo o País.

A fábula foi a maneira encontrada pelo autor para abordar assuntos da educação da primeira infância e para falar sobre valores éticos no palco. No reino dos algarismos, o Número Um é soberano. Ele se basta e por conta disso decide ir embora e abandonar os demais números. Esse é o grande mote da obra, que mostra o Um cansado de precisar tomar sempre a primeira iniciativa sobre todas as coisas, no reino de Numesmópolis. “Queria falar sobre valores também. Usei as operações matemáticas como metáforas”

O edital tinha como proposta destacar obras inéditas destinadas para os chamados neoleitores – crianças, jovens e adultos recém-alfabetizados. Para Carlos, o mais importante é a sua obra chegar à esses novos leitores. “Claro que o dinheiro é importante, mas o mais emocionante é saber que o livro irá para crianças de todo o país”, diz. A entrega do prêmio acontecerá no início do mês que vem, durante a VI Conferência Internacional de Adultos.

Dominik Giusti


TRECHO DA OBRA

DIVIDA COMIGO O TEU CORAÇÃO

Divida comigo o teu coração
Que divido contigo tudo que sou
Se divides comigo tua emoção
Vais descobrir que em ti eu estou

Só um faz dois, faz três, faz mais
Só um partilha mil delicadezas
Quando um se divide, luz ele traz
De um pode vir milhões de belezas

O dividir é dar-se, é doar
O dividir subtrai o sofrer
Vem dividir e multiplicar
Todo o meu bem querer

Se dividir é viver, é sonhar
Preciso de ti para aprender
Vem dividir, vem me ensinar
Que de cada um o bem vai nascer

OBRA DE PARAENSE DISTRIBUÍDA NO PAÍS

Matéria publicada no jornal O LIBERAL, em 26 de novembro de 2009

O escritor paraense Carlos Correia Santos foi o grande vencedor da categoria ‘’Dramaturgia’’ do concurso binacional 'Literatura Para Todos', promovido pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação. Aberto a autores de todo o Brasil e dos países africanos que adotam a língua portuguesa, o edital tinha como proposta destacar obras inéditas destinadas aos chamados neoleitores (crianças, jovens e adultos recém-alfabetizados). Também foram premiadas obras nas categorias prosa, poesia, tradição oral e perfil biográfico. O texto com que Carlos Correia venceu a disputa (uma peça para o público infanto-juvenil) se chama 'Não Conte com Um Número Um no Reino de Numesmópolis'. Além de receber o prêmio de R$ 10 mil, ele terá seu trabalho transformado em livro que será distribuído a centros educacionais de todo o país.

A entrega do prêmio deverá acontecer em Belém, no início do mês de dezembro, durante a VI Conferência Internacional de Adultos (Confintea), importante iniciativa de mobilização educacional com repercussão mundial. Há vários anos o evento não era realizado no Brasil. Este ano, a capital paraense será o palco para a ação. O fato do concurso ter entre seus premiados um autor paraense foi uma feliz coincidência.

A realização do Concurso Literatura para Todos é uma das estratégias da Política de Leitura do Ministério da Educação, que procura democratizar o acesso à leitura, constituir um acervo bibliográfico literário específico para jovens, adultos e idosos recém alfabetizados e criar uma comunidade de leitores. Esse novo público é chamado de neoleitor.

O MEC publica e distribui as obras vencedoras às entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado, às escolas públicas que oferecem a modalidade EJA, às universidades da Rede de Formação de Alfabetização de Jovens e Adultos, aos núcleos de EJA das instituições de ensino superior e às unidades prisionais.

Em 2009, em sua terceira edição, os candidatos concorreram nas categorias prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto de tradição oral (em prosa ou em verso), perfil biográfico e dramaturgia. Foram selecionadas duas obras das categorias: prosa, poesia e textos da tradição oral e apenas uma obra nas categorias perfil biográfico e dramaturgia. A disputa também esteve aberta para obras, de qualquer uma das modalidades do concurso, produzidas por autores naturais dos países africanos de língua oficial portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Em 2008, 729 foram inscritas. Desse total, 129 obras foram desclassificadas por não atenderem às exigências do edital. Concorreram ao prêmio 608 obras inscritas , sendo 301 textos em prosa (contos, novelas, crônicas), 14 biografias, 30 textos de tradição oral, 246 poesias e 17 obras de países africanos.

O livro é uma fábula na qual os números viram personagens em um mundo impensável. Esse é o grande mote da obra com a qual Carlos Correia Santos venceu o III Concurso Literatura para Todos. Cansado de precisar tomar sempre a primeira iniciativa sobre todas as coisas, o Número Um, o grande soberano do reino dos algarismos (Numesmópolis), decide abandonar tudo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

LIVROS PREMIADOS NO MEC TERÃO TIRAGEM DE 300 MIL EXEMPLARES

Noticia publicada no Portal do MEC, na quinta-feira, 26 de novembro de 2009 - 16:53

O Ministério da Educação divulgou nesta quinta-feira, 26, a relação dos vencedores do 3º Concurso Literatura para Todos. Cada escritor selecionado receberá um prêmio de R$ 10 mil, em dinheiro, e as obras, que integrarão a coleção Literatura para Todos, serão publicadas com tiragem de 300 mil exemplares.

O público-alvo dos livros premiados são os chamados neoleitores, jovens com mais de 15 anos e adultos que participam do programa Brasil Alfabetizado em todo o país e nas escolas públicas com turmas de educação de jovens e adultos (EJA). A premiação será no dia 4 de dezembro, no encerramento da 6ª Conferência Internacional de Jovens e Adultos (Confitea), evento que acontece de 1º a 4, em Belém.

No gênero poesia foram premiados quatro autores: Maria Amélia de Amaral e Elói com a obra Poesia torta; Alexandre Jorge Marinho Ribeiro, com Poemas de pouco empenho; Adriano Bitarães Netto, com Poesia da indagação; e José Luís Tavares (de Cabo Verde, África), com À bolina ao redor do Natal.

Dois autores venceram no gênero prosa: Mayrant Gallo, com Moinhos, e Carlos Augusto de Almeida, com Tempo de chuva. No gênero tradição oral venceu Marco Aurélio Pinotti Catalão, com No cravo e na ferradura; na dramaturgia o ganhador foi Carlos Correia Santos, com Não conte com o número um no Reino de Numesmópolis; no gênero perfil biográfico venceu Alaor Ignácio dos Santos Júnior, com Cascatinha e Inhana: a história e os trinados dos sabiás do sertão. Também foi selecionada, com menção honrosa, a obra O papagaio de Van Gogh (prosa), de Antonio de Pádua Barreto Carvalho.

O concurso Literatura para Todos seleciona anualmente oito obras de escritores brasileiros e, desde 2008, escolhe um livro de escritor africano de língua portuguesa. Nas edições de 2008 e deste ano, o autor africano vencedor foi José Luís Tavares, de Cabo Verde. O concurso também destaca uma obra com menção honrosa.

As coleções serão enviadas para uma série de entidades e instituições, entre elas, as parceiras do programa Brasil Alfabetizado, escolas públicas que oferecem educação de jovens e adultos, núcleos de EJA das instituições de educação superior, unidades prisionais.

Em 2010, o Ministério da Educação oferecerá um curso de mediadores de leitura para professores que trabalham com jovens e adultos. As obras premiadas serão utilizadas por esses professores. A formação será feita por sete universidades públicas integrantes da Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Ionice Lorenzoni

domingo, 29 de novembro de 2009

FUNARTE PREMIA "QUATRO VERSUS CADÁVER"


Criada por Saulo Sisnando, a peça “Quatro Versus Cadáver” será apresentada em São Luis, Macapá e ganhará nova temporada na capital paraense

Sucesso de público em 2009, o espetáculo “Quatro Versus Cadáver” acaba de ser contemplado com o Prêmio Myrian Muniz, da Funarte. A vitória garantirá uma nova temporada da montagem em Belém e apresentações em São Luís e Macapá. Criado pelo diretor, ator e escritor Saulo Sisnando, o projeto reúne num só espetáculo textos do próprio Saulo, de Rodrigo Barata, de Edyr Augusto Proença e de Carlos Correia Santos. Quatro dramaturgos reunidos em torno do humor. A mini-turnê contará com uma especial programação paralela. Na capital paraense e nas outras duas cidades por onde passará, a trupe realizará oficinas de formatação de projetos para editais culturais, oficina de capacitação de atores e palestra sobre as relações entre cinema, teatro e literatura.

Na caravana também será desenvolvido o programa “Diálogo em Cena”. Em cada praça visitada, o grupo de profissionais que participam do projeto fará eventos de bate papo com a classe teatral local. A idéia é discutir o fazer o teatral, estimular a troca de experiência, relatar vivências e tentar formular rumos para a manutenção do intercâmbio entre os cenários culturais.