quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MENÇÃO NA REVISTA BRAVO!



Estou muito honrado e feliz por ser citado na matéria da revista Bravo que está nas bancas (edição dezembro/2011). Um belo trabalho, assinado pela sempre compentente Luciana Medeiros, sobre o grande Cláudio Barradas. O texto já adianta a estreia de BATISTA, que acontece em maio de 2012, no Sesc Boulevard. O monólogo com o grande Barradas revisita o legado do célebre Cônego Batista Campos, mentor da Cabanagem. A direção é de Hudson Andrade. Com a dramaturgia de BATISTA, ganhei o prêmio IAP 2008. A matéria está num encarte especial da Bravo sobre a atual cena cultural paraense. Confiram: está um primor. Realmente uma honra poder estar numa publicação relevante, (por que não?) histórica, que mostra ao Brasil os grandes valores de vários segmentos artísticos do Pará.

CAPA DE "PERFÍDIA QUASE PERFEITA" - O LIVRO



A Giostri Editores, de São Paulo, lança mais uma publicação de dramaturgia minha: PERFÍDIA QUASE PERFEITA. O texto, que agora chega a livro, tem trilhado uma boa história. Em 2007, foi um dos escolhidos para participar do edital nacional Seleção Brasil em Cena, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil. A Cia. Fé Cênica, de São Paulo, montou a obra. O grupo já fez temporadas em Curtiba e na capital paulista. No elenco, Viviane Bernard, Geraldo Machado e Cláudio Marinho. A direção é de Cláudio Marinho.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O DOCE SABOR DE UMA SALADA COM FILÉ DE FRANGO

A situação é adoravelmente curiosa. Lá estou eu, sentado a uma mesa da praça de alimentação do supermercado (concentrado na filosófica tarefa de comer salada com filé de frango) e a voz, tímida, indaga: “você me desculpa se eu perturbar um pouquinho?”. Ergo a cabeça e me deparo com aquele senhor desconhecido, cesta de compras em punho, ar notoriamente constrangido. Respondo, sorrindo: “Fique à vontade”. Ele prontamente se senta junto a mim e vai sapecando: “Olha, desculpa mesmo. Você é escritor, não é? Já te vi na televisão várias vezes. Quando percebi que era você que estava aqui, fiquei nervoso, mas disse para mim mesmo: não vou perder a oportunidade de falar com ele. Tem certeza que eu não incomodo?”. A salada e o frango para mim deixaram de existir totalmente. Tão tenso quanto meu interlocutor, afirmo com total alegria: “Você não me incomoda de forma alguma. Muito pelo contrário. É uma satisfação”. E o senhor me fala que sonha em se tornar escritor, que toda vez que vê ou lê alguma matéria comigo sente que podia ser ele também. Que ficaria enormemente feliz se eu pudesse ler os escritos dele e emitir uma opinião. Repasso meu email, afirmo que será um prazer ler o que ele escreve. Ele se ergue, animado, exultante. Diz que só de receber esse meu retorno já se sente bem mais confiante. E parte, garantindo que me mandará em breve seus parágrafos. E eu? Encabulado, feliz, eu fico ali, alma refeita. Pensando em como sempre valem a pena todas as lutas que travamos para sermos o que o nosso âmago nos manda ser. Penso em mim, lá atrás, vendo meus ídolos da arte de longe. Sonhando em conhecê-los. Hoje, quase todos são meus amigos. Salomão Larêdo, Alfredo Garcia, Nilson Chaves. A salada e o frango tornam-se, então, iguarias com sabor sem par.

domingo, 27 de novembro de 2011

OBRA DE CARLOS CORREIA CHEGA AO POVO DO TIMOR LESTE



Registro emocionante e marcante em minha carreira. Meu representante na Europa, Fercy Nery entrega meu romance “Velas na Tapera” e meu poema “O Mais Leste dos Timores” a embaixadora de Timor Leste, Dra. Natália Carrascalão. O evento aconteceu em Lisboa. Foi a culminância da campanha realizada pela ONG portuguesa EpDAH para arrecadar livros que serão doados ao povo timorense. Minha obra será uma das que chegarão aos nossos irmãos de tão longínquas paragens. Também participaram do encontro os engenheiros membros da EpDAH Rita Pestana, Pedro Carvas, Ana Fonseca, Ruth Vieira, Adorinda Lourenço, Nuno Pedro (representante parceiro da Associação Solidariedade Imigrante-Solim). Conforme conta Fercy Nery, a embaixadora já conhecia meu poema, o que faz a honra ser ainda maior. Os meus versos foram lidos pela engenheira Adorinda Lourenço , antecedendo a entrega da relação simbólica dos livros reunidos pela EpDAH. Foram 2.390 exemplares arrecadados para o povo timorense. Nery relata: “A embaixadora recebeu das minhas mãos o Velas na Tapera, exemplar que fará parte do acervo da embaixada. Seu poema mexeu com todos. Pude sentir uma emoção especial na embaixadora e no Adido da Educação da Embaixada, também escritor, o senhor João Aparício. Todos aplaudiram a leitura no final”.

POESIA-MIM



E assim me fita,
como quem desfia a fita
que uniu o belo à bonita,
que uniu o crer ao acredita,
que criou a união do não a todo sim.

E assim me espreita
com a desfeita mais que enfeita,
com a indimensão que mais estreita,
com a equivocada mais direita,
com o direito de ser não ser sem fim.

E assim e assim
assina-se viúva de minhas mortes,
um existido que me assassina os cortes
e me deixa vid’escrito em nanquim.

E assim, assim
gesta-me anjo na madrugada,
ala-me com pétala delicada
e me torna rosa-querubim.

E assim, por fim, me versa
com uma conversa de quem não vai nem ia,
fita-me com o afã de um tal sorria,
deita-me na boca um não choraria
e se confessa poesia-mim.


Carlos Correia Santos

in POETICÁRIO (RKE, 2005)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TRINOS TITÃS



Aqui, a capa de TRINOS TITÃS, livro que reúne meus textos teatrais em torno das figuras de Ismael Nery, Adalgisa Nery e Murilo Mendes. A edição é um compêndio com as dramaturgias Nu Nery, Alma Imaginária, Uno Diverso e Ismael em Três Traços. O prefácio é assinado pela musa Dira Paes. Uma publicação da Giostri Editores, de São Paulo. Série Dramaturgia Brasileira.

terça-feira, 22 de novembro de 2011



Em dezembro, estreia a primeira peça de Carlos Correia Santos e Hudson Andrade. Montagem da Unipop.