sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ESCOLA SANTA SOFIA - UM DIA PARA SEMPRE













Hoje, dia 16 de dezembro de 2011, vivi um dia que vai durar para sempre. Na minha alma, na minha verve, na minha emoção. Carro, barco, mais um pouco de carro e chego à Escola Santa Sofia, em Barcarena, cidade na região das ilhas em frente a Belém. Colégio com estrutura simples, necessitada de muito amparo. Mas um lugar com uma viga mestra capaz de sustentar o mundo: amor. Chego ao colégio pelas mãos da professora Izanhe Trindade e sou recebido por dez, quinze, vinte crianças iluminadas. Anjos que me cercaram, abraçaram-me com poesia e beleza e simplesmente não queriam mais me largar. Milhões de beijos, milhões de “eu te amo”. A escola inteira pára. Tenho que ficar na sala de leitura porque a confusão é grande. Todos querem chegar próximo, conversar com o primeiro escritor que os visita, que eles conhecem de perto. Sim, tudo isso, toda essa enxurrada de afeto foi iniciada graças aos meus contos infanto-juvenis. Os guris passaram meses lendo meus textos. Conhecem quase todos de cor. Meu Deus, Minha Santinha de Nazaré, minha Santa Eulália... Foi uma manhã para sempre. Dessas de realimentar a alma. Muito, muito amor. Amor vindo do mais puro porto: o coração da infância.

FÃS, AUTÓGRAFOS, MOMENTOS LINDOS





























Registros de algumas lindas vivências que a carreira literária tem me dado. Já são 25 anos de caminhadas como escritor. Sim, 25 anos. Comecei aos 11. Aos 36, tantas e tão intensas são as alegrias.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

LETRA PARA ELOI IGLESIAS - FAUNO SAGRADO

E eis que encontro com Eloi Iglesias no elevador da Fundação Tancredo Neves e ele me diz: "Queria que escrevesses uma letra para mim, para um próximo CD. Não sei como ela seria. Tenho só em mente um título FAUNO SAGRADO. Topas?". Eu tanto topei que aí abaixo está a letra:

FAUNO SAGRADO

Carlos Correia Santos

Eu,
semideus,
sobre os meus,
sob os teus,
sou só carne e luz.

Sou belo, alado.
Sou fel e sou fado.
Sou sombra e cruz.

Eu,
fariseu,
tão ateu,
todo teu,
mas só
meu
ser
exalto

És alto,
sou céu.
Sou fogo,
escarcéu.
Se ficas,
eu salto.

A minha dor é meu mito,
o meu prazer minha lenda.
Nasci para brilhar no grito.
Se te cego, ponha a venda.

Venda o real que eu minto.
Sou, enfim, cruel e delicado.
Fique calmo que é bonito,
mas eu voo desesperado

Sou flora fadada, sou não.
Um anjo, um adeus deflorado.
Sou santo, sou vil e sou são.
Sou, assim, teu fauno sagrado.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MENÇÃO NA REVISTA BRAVO!



Estou muito honrado e feliz por ser citado na matéria da revista Bravo que está nas bancas (edição dezembro/2011). Um belo trabalho, assinado pela sempre compentente Luciana Medeiros, sobre o grande Cláudio Barradas. O texto já adianta a estreia de BATISTA, que acontece em maio de 2012, no Sesc Boulevard. O monólogo com o grande Barradas revisita o legado do célebre Cônego Batista Campos, mentor da Cabanagem. A direção é de Hudson Andrade. Com a dramaturgia de BATISTA, ganhei o prêmio IAP 2008. A matéria está num encarte especial da Bravo sobre a atual cena cultural paraense. Confiram: está um primor. Realmente uma honra poder estar numa publicação relevante, (por que não?) histórica, que mostra ao Brasil os grandes valores de vários segmentos artísticos do Pará.

CAPA DE "PERFÍDIA QUASE PERFEITA" - O LIVRO



A Giostri Editores, de São Paulo, lança mais uma publicação de dramaturgia minha: PERFÍDIA QUASE PERFEITA. O texto, que agora chega a livro, tem trilhado uma boa história. Em 2007, foi um dos escolhidos para participar do edital nacional Seleção Brasil em Cena, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil. A Cia. Fé Cênica, de São Paulo, montou a obra. O grupo já fez temporadas em Curtiba e na capital paulista. No elenco, Viviane Bernard, Geraldo Machado e Cláudio Marinho. A direção é de Cláudio Marinho.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O DOCE SABOR DE UMA SALADA COM FILÉ DE FRANGO

A situação é adoravelmente curiosa. Lá estou eu, sentado a uma mesa da praça de alimentação do supermercado (concentrado na filosófica tarefa de comer salada com filé de frango) e a voz, tímida, indaga: “você me desculpa se eu perturbar um pouquinho?”. Ergo a cabeça e me deparo com aquele senhor desconhecido, cesta de compras em punho, ar notoriamente constrangido. Respondo, sorrindo: “Fique à vontade”. Ele prontamente se senta junto a mim e vai sapecando: “Olha, desculpa mesmo. Você é escritor, não é? Já te vi na televisão várias vezes. Quando percebi que era você que estava aqui, fiquei nervoso, mas disse para mim mesmo: não vou perder a oportunidade de falar com ele. Tem certeza que eu não incomodo?”. A salada e o frango para mim deixaram de existir totalmente. Tão tenso quanto meu interlocutor, afirmo com total alegria: “Você não me incomoda de forma alguma. Muito pelo contrário. É uma satisfação”. E o senhor me fala que sonha em se tornar escritor, que toda vez que vê ou lê alguma matéria comigo sente que podia ser ele também. Que ficaria enormemente feliz se eu pudesse ler os escritos dele e emitir uma opinião. Repasso meu email, afirmo que será um prazer ler o que ele escreve. Ele se ergue, animado, exultante. Diz que só de receber esse meu retorno já se sente bem mais confiante. E parte, garantindo que me mandará em breve seus parágrafos. E eu? Encabulado, feliz, eu fico ali, alma refeita. Pensando em como sempre valem a pena todas as lutas que travamos para sermos o que o nosso âmago nos manda ser. Penso em mim, lá atrás, vendo meus ídolos da arte de longe. Sonhando em conhecê-los. Hoje, quase todos são meus amigos. Salomão Larêdo, Alfredo Garcia, Nilson Chaves. A salada e o frango tornam-se, então, iguarias com sabor sem par.

domingo, 27 de novembro de 2011

OBRA DE CARLOS CORREIA CHEGA AO POVO DO TIMOR LESTE



Registro emocionante e marcante em minha carreira. Meu representante na Europa, Fercy Nery entrega meu romance “Velas na Tapera” e meu poema “O Mais Leste dos Timores” a embaixadora de Timor Leste, Dra. Natália Carrascalão. O evento aconteceu em Lisboa. Foi a culminância da campanha realizada pela ONG portuguesa EpDAH para arrecadar livros que serão doados ao povo timorense. Minha obra será uma das que chegarão aos nossos irmãos de tão longínquas paragens. Também participaram do encontro os engenheiros membros da EpDAH Rita Pestana, Pedro Carvas, Ana Fonseca, Ruth Vieira, Adorinda Lourenço, Nuno Pedro (representante parceiro da Associação Solidariedade Imigrante-Solim). Conforme conta Fercy Nery, a embaixadora já conhecia meu poema, o que faz a honra ser ainda maior. Os meus versos foram lidos pela engenheira Adorinda Lourenço , antecedendo a entrega da relação simbólica dos livros reunidos pela EpDAH. Foram 2.390 exemplares arrecadados para o povo timorense. Nery relata: “A embaixadora recebeu das minhas mãos o Velas na Tapera, exemplar que fará parte do acervo da embaixada. Seu poema mexeu com todos. Pude sentir uma emoção especial na embaixadora e no Adido da Educação da Embaixada, também escritor, o senhor João Aparício. Todos aplaudiram a leitura no final”.