quinta-feira, 23 de setembro de 2010

OPERA IN LUXURIUM EST













Cine Ópera. Nossa Senhora. Travestis. Garoto de programa. Um jovem de classe média. Teatro musical. Tudo isso num só palco. Da obra de Carlos Correia Santos: Ópera Profano (dramaturgia vencedora do Prêmio Cidade de Manaus). Um musical de Gual Dídimo e Haroldo França. Estreia dia 14 de outubro. Teatro Cláudio Barradas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PARA OUTRA VEZ MATAR TODOS... DE RIR...

Vencedora do prêmio Myriam Muniz, da Funarte, “Quatro Versus Cadáver” retorna ao teatro do CCBEU neste fim de semana


Após bem sucedidas apresentações na cidade de São Luís, volta aos palcos de Belém o espetáculo “Quatro Versus Cadáver”. Com textos de Carlos Correia Santos, Edyr Augusto Proença, Rodrigo Barata e Saulo Sisnando, a peça será apresentada nesta sexta, sábado e domingo (27, 28 e 29), sempre às 19h, no Teatro do CCBEU. Criador do projeto, Saulo Sisnando também assina a direção da montagem que venceu o prêmio Myriam Muniz, da Funarte, e ganhou a chance de circular por outras capitais brasileiras. Nos dias 14 e 15 de setembro, a produção segue para Macapá.

A inusitada comédia, que reúne em um só espetáculo as estéticas e linguagens de quatro dos mais atuantes dramaturgos da atual cena teatral nortista, não apenas conquistou bom espaço na mídia maranhense como arrancou gargalhadas e aplausos do público de São Luís. A vitória no concorrido edital da Funarte está permitindo a divulgação, em praças distintas, de um autêntico mosaico do que a dramaturgia paraense contemporânea está produzindo.

Cada um – “Quatro Versus Cadáver” alinhava quatro divertidas histórias que seguem um mesmo mote, a clássica circunstância das tramas de mistério: um personagem assassinado e um grupo de suspeitos. Quem matou? Por que matou? Como matou?


Para desenvolver seu enredo, Carlos Correia Santos escolheu a metalinguagem. A personagem de uma das atrizes some enigmaticamente. Ela não consegue mais encontrá-la. A conclusão é só uma: algum de seus colegas de cena seqüestrou sua personagem para tentar matá-la. Mas quem? Por que? Como? A platéia diverte-se com o embate dos egos dos atores e não percebe que a solução para esse “crime cênico” pode estar bem mais perto do que suspeitam.

Norteada por um humor ácido e provocativo, a trama de Edyr Augusto segue os moldes dos clássicos do cinema noir. Um intrigante casal parece estar relacionado à estranha morte de um pesquisador envolvido no desaparecimento de um Muiraquitã. Tudo, no entanto, sofre uma grande reviravolta e a platéia é quem acaba morrendo de rir.

Rodrigo Barata aposta numa narrativa regada a escandalosos e hilários desdobramentos. Um jovem milionário é assassinado por seus irmãos gêmeos adotivos. A sinistra e tosca empregada da família surge para fazer revelações bombásticas e tornar tudo ainda mais histriônico.


Por fim, inspirada na estética das HQs, a história de Saulo Sisnando costura todas as demais, misturando seus elementos e pontuando de forma criativa as características dos demais autores do espetáculo.

Serviço: “Quatro Versus Cadáver” com textos de Saulo Sisnando, Carlos Correia Santos, Edyr Augusto Proença e Rodrigo Barata. Direção: Saulo Sisnando. Dias 27, 28 e 29, às 19h, no Teatro do CCBEU. Ingressos: R$ 20,00 com meia entrada a R$ 10,00. Espetáculo vencedor do prêmio Myriam Muniz da Funarte.

sábado, 19 de junho de 2010

OS ELEMENTOS DE BENTO BRUNO









Fotos da estreia do espetáculo BENTO BRUNO, com dramaturgia minha e montagem com os alunos do grupo cênico da Fundação Curro Velho e Casa da Linguagem.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O OLHAR DE LENISE PINHEIRO SOBRE A PERFÍDIA

Registros feitos pela conceituada repórter fotográfica da Folha de São Paulo, Lenise Pinheiro, para a montagem que a Cia. Fé Cênica fez do meu texto "Perfídia Quase Perfeita". Fotos tiradas no teatro Lala Schineider, durante o badalado Festival de Teatro de Curitiba (2010).























quinta-feira, 11 de março de 2010

DESTAQUE NA MÍDIA DO AMAZONAS


A apresentação de I.N.01-ISMAEL EM TRÊS TRAÇOS, dentro da programação do II Festival Breves Cenas de Teatro, que será realizado em Manaus, a partir do próximo dia 13, rendeu capa do caderno de cultura do jornal A Crítica, um dos mais importantes veículos de comunicação do Amazonas. Em anexo, cópia da matéria.

NOS PALCOS DE MANAUS E CURITIBA



Montagens com textos do autor paraense são atrações de dois importantes festivais nacionais

Neste mês de março, o teatro paraense vai se apresentar em dois palcos importantes para o mapa cultural brasileiro. Em extremidades opostas do país. Duas peças do dramaturgo Carlos Correia Santos serão interpretadas em importantes festivais da região Norte e Sul. No próximo dia 13, a montagem “I.N. 01 – Ismael em Três Traços” será uma das atrações do concorrido 2º Breves Cenas de Teatro. Escrita e dirigida por Correia, a mini peça será encenada no secular Teatro Amazonas.

E entre os dias 18 e 20, Curitiba assistirá a estreia nacional da comédia dramática “Perfídia Quase Perfeita”. Também criada por Carlos, a produção conta com montagem da paulista Cia. Fé Cênica. Dirigido por Claudio Marinho, o espetáculo integrará a balada programação do Fringe, Festival de Teatro de Curitiba, evento que reúne grandes nomes da dramaturgia brasileira contemporânea. Perfídia será apresentada no Teatro Lala Schneider.

ISMAEL NERY

“I.N. 01 – Ismael em Três Traços” traz para o palco fragmentos da vida de um dos maiores gênios nascidos na região Norte, o poeta e artista plástico Ismael Nery. Morto na década de 30, Ismael é apontado como o introdutor do surrealismo e da androgenia nas artes brasileiras, pintor cujas telas hoje valem milhões e fazem parte do acervo de significativos colecionadores em todo mundo, como a família Marinho, da Rede Globo. A produção será apresentada no dia 13, no palco do Teatro Amazonas.

Pesquisador de Nery há mais de seis anos, Correia criou o projeto teatral “Figuras Entrelaçadas”, do qual fazem parte as peças “Nu Nery”, “Alma Imaginária” e “Uno Diverso”. “I.N. 01 – Ismael em Três Traços” é um dos capítulos desse empreendimento. A montagem gira em torno de três atores que interpretam simultaneamente Ismael Nery e, assim, partilham as expectativas e frustrações do misterioso e excêntrico artista a respeito da exposição que trouxe para Belém, em setembro de 1929. Esta foi rigorosamente a primeira grande mostra que Ismael fez na carreira. “Três Traços é, na verdade, um monólogo repartido em três vozes, para três interpretes. Compus esse texto por dois motivos. O primeiro era a vontade que sempre tive de tratar especificamente da mostra que o Nery realizou na capital paraense. O outro é uma provocação do próprio Ismael. Em um de seus poemas, ele pede para que Deus lhe dê mais corpos, pois sente que tem muitas almas”, explica Carlos.

PERFÍDIA

A comédia dramática Perfídia Quase Perfeita, texto de Carlos Correia Santos, premiado pelo Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro/2006), é ambientada numa radionovela dos anos 1950. A trama joga com os conceitos de verdade e mentira, ilusão e realidade para abordar a questão ética dentro das relações.

O texto apresenta estrutura que mistura várias referências. É multifacetado. Parece comédia, mas não segue “os manuais de fazer rir”; Parece absurdo, mas em nada se assemelha ao hermetismo de alguns textos do gênero; em alguns trechos sugere a estética trash. “A Cia. Fé Cênica tem como um dos objetivos estabelecer uma fácil comunicação com o público para abordar temáticas universais. O texto como ponto de partida para a montagem nos possibilitou isto plenamente”, diz o diretor Claudio Marinho.

A peça é também resultado de um processo de pesquisa sobre o trabalho do ator nos gêneros tragicomédia e comédia dramática. Esta abordagem se iniciou em 2007, quando o grupo dedicou-se a montagem da tragicomédia existencialista “Fogo Cruel em Lua de Mel”, do dramaturgo Nazareno Tourinho. “Nesta nova montagem buscamos a riqueza de nuances no trabalho dos atores para criar um clima de humor ácido e crítico. Buscamos fazer na frente da platéia um ardiloso jogo cênico, com suspense e poesia”, conta.

A encenação conta com cenário e figurinos assinados por Juliana Fernandes (Prêmio Shell 2006 de melhor figurino pela peça “A Pedra do Reino”, com direção de Antunes Filho). Destaque também para a trilha sonora original, criada pelo maestro Cláudio Hodnik.

SERVIÇO:

Em Manaus
I.N. 01 – Ismael em Três Traços. II Festival Breves Cenas de Teatro. Dia 13 de março, a partir das 19h, no Teatro Amazonas. Entrada franca.

Em Curitiba
Sessões nos dias 18, 19 e 20 de março, no Teatro Lala Schneider (Rua Treze de Maio, 629. Centro. Curitiba-Paraná. Fone: 41-3232-4499), às 23h59. Ingressos: R$30,00 e R$15,00 (meia).


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

MATÉRIA DO JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO


Reproduzo aqui interessante destaque nacional dado ao meu trabalho. O texto abaixo, assinado pela conceituada jornalista Beth Néspoli, foi capa do Caderno 2 do jornal Estado de São Paulo, matéria publicada em 13 de fevereiro de 2007

TEATRO DE VENCEDORES

Concursos mudam a vida dos dramaturgos premiados? Em busca de respostas, a reportagem do Estado entrevistou 14 autores de 8 Estados e 5 regiões do Brasil

Beth Néspoli

Quem são os premiados nos concursos de dramaturgia? Tal premiação influi na carreira do texto e/ou de seu autor? Em busca de respostas, a reportagem do Estado decidiu conversar com alguns desses escolhidos. Os entrevistados estão entre os vencedores dos prêmios Funarte (MinC) e Carlos Carvalho, este último promovido pela prefeitura de Porto Alegre (RS), selecionados por conta de sua abrangência nacional. Foram 14 autores premiados entre 1988 e 2005, de oito Estados das cinco regiões do País.

Vencer concurso leva uma peça ao palco? As respostas são tão diversas quanto os textos premiados. “Para mim, abriu caminho”, diz Carlos Correia Santos, de Belém (no destaque). “Em 2003, ter sido aprovado por um júri especializado serviu como selo de qualidade. Afinal, não existe crítica para um dramaturgo iniciante, não encenado”, argumenta. No seu caso, logo após o concurso, foi procurado por um grupo interessado em encenar Biblioteca Mabu. A partir daí, vieram outros prêmios, outras montagens, e ele não mais parou.

Mas até agora a história é outra para Edivaldo da Silva, de Brasília, 1º lugar na categoria adulto, região Centro-Oeste, no Concurso da Funarte de 2005, com Laura. “Para quem está iniciando ajuda, porque dá visibilidade e credibilidade, mas o principal é a montagem, senão é prêmio de literatura”, diz. “E aí não depende só de interesse, mas das dificuldades de produção impostas pelo texto. No meu caso, há quem queira encenar, mas não se conseguiu levantar a produção”, diz Edivaldo.

Com quatro peças encenadas, Sérgio Roveri, 1º lugar na Funarte em 2005 por Com Vista para dentro, pensa de forma semelhante. “Ter sido selecionado é um grande estímulo, mas a montagem (estréia dia 28 em São Paulo) depende de outros fatores que vão do elenco ao interesse de um diretor.”

A publicação do texto por si só - e isso os concursos fazem -, num país de dimensões continentais, não amplia o leque dos interessados? Mais uma vez, as respostas variam entre sim e não.“Há uma diferença entre impressão e publicação”, observa Marcos Barbosa, autor experiente e de sólida formação cultural (no destaque). “Os concursos imprimem as peças, mas a circulação e a divulgação são muito restritas”, diz ele, que tem vários textos encenados no Brasil e no exterior.

Mas há quem pense diferentemente dele, até dentro de casa. Sua mulher, Cláudia Barral, fala com entusiasmo das conseqüências de ter ficado em 3º lugar na Funarte, em 2003, com a peça Cordel do Amor sem fim. “Recebi propostas de trabalho e o texto teve leitura dramática na Bahia e no CCBB de São Paulo, sob direção de Francisco Medeiros.

Naldo Alves, gaúcho radicado no Rio, é médico, ator, diretor, e atualmente dedica-se a criar programas educativos institucionais. Foi o 1º colocado em 1988 no Concurso Carlos Carvalho com Tortura não É Brinquedo, peça encenada em Porto Alegre e no Paraguai, esta última porque o livro bateu nas mãos da diretora Erenia López em uma viagem por Porto Alegre. “Foi por acaso mesmo”, diz Naldo.

Ainda assim, há o outro lado dessa moeda. “A publicação é ótima, claro, mas já flagrei duas montagens no interior sem autorização e quase suspendi uma de Vestir o Pai feita numa escola de São Paulo”, diz o paulista Mário Viana (no destaque). “Não é pelo dinheiro, mas por respeito e ética”, diz.

Se há um ponto onde todos convergem é a lisura no processo de escolha. Nos dois concursos em foco, salta aos olhos a mistura extrema entre autores experientes e iniciantes. O paulista Dagomir Marquaze, de 53 anos, por exemplo, conseguiu a proeza de tirar o 1.º lugar no concurso da Funarte na categoria adulto em 2004, na concorrida região Sudeste, com a peça Intervalo. “Não tenho nenhum conhecimento nessa área de teatro, o que prova não ser um concurso viciado”, diz. “Eu estava cansado de fazer roteiros e projetos para cinema que não davam em nada e resolvi escrever uma peça sem muita esperança. Ganhei!” A trama transcorre durante as gravações de uma novela. “É entretenimento, sem outra ambição. Tem produtor interessado no Rio, mas ainda não há nada de concreto.”

O gaúcho Gabriel Camargo, 1º lugar na região Sul no concurso da Funarte de 2005, com a peça A Ufania do Pecado, é psiquiatra e aproveitou o prêmio para editar seu primeiro romance.

Paulista de Penápolis radicado em Florianópolis, Carlos Eduardo Silva, de 46 anos, tem um respeitável currículo como maquiador de teatro. E ainda três textos teatrais premiados, entre eles A Filha da..., selecionado pelo MinC em 2000 e dois anos depois encenado no Rio com Marília Pêra no elenco. Quem freqüenta o Centro Cultural São Paulo conhece o atento funcionário Paulo Jordão. Pois ele tem mais de um texto premiado, nenhum ainda encenado profissionalmente, entre eles Corrida ao Caos, 3º lugar no Carlos Carvalho em 2002. “Acho o concurso importante, porque alguém pode ler e se interessar, como Elis Regina fazia com novos compositores”, sugere Jordão.

Evidentemente, a dramaturgia não é feita só de gênios - eles são raros, um a cada século, e em geral são assim avaliados depois de sua morte. Nenhum país do mundo possui uma cena vital sem bons dramaturgos que a alimentem no dia-a-dia. No Brasil, eles existem e não apenas nos grandes centros, foi a feliz constatação desta reportagem. E suas obras circulam. O diretor carioca Amir Haddad já montou peças do cearense Mapurunga. Textos de Mário Viana foram montados em Fortaleza e no Recife.

Todos os autores em destaque nesta página têm peças de indubitável qualidade, como De Braços Cruzados, do cearense Emmanuel Nogueira, cuja poética remete a autores nordestinos de reconhecido talento, como Gero Camilo e Newton Moreno. Em conjunto, esses dramaturgos refletem a riqueza cultural deste País, com obras que mereciam intercâmbio mais intenso, e constante.De palco em palco, e não só no Brasil.

DESTAQUES

Carlos Correia Santos, 31 anos, Belém – PA: Cinco prêmios de dramaturgia, entre eles duas vezes 3º lugar nos concursos da Funarte de 2003 e 2005, na categoria infanto-juvenil, com Biblioteca Mabu e Ludique. E 1º lugar na categoria adulto, em 2004, com a peça Júlio Irá Voar. Nove textos escritos, cinco encenados em Belém e em outros Estados, entre eles, Amazonas e São Paulo. Nu Nery, drama baseado na vida pintor e poeta Ismael Nery, ganhou também o Prêmio Funarte Petrobrás de Fomento ao Teatro em 2005 e o Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional. A montagem do grupo Palha, de Belém, foi selecionada para participar do Festival Brasileiro de Teatro de Itajaí (SC), em 2007. Jornalista, produtor cultural, bacharel em Direito, poeta, contista, cronista e dramaturgo. (OBS: Informações da época em que a matéria foi publicada. Hoje, conto com mais prêmios em dramaturgia, mais espetáculos escritos e mais encenações)

Marcos Barbosa, 29 anos, Salvador, BA: Cinco textos premiados entre os quais se destacam Braseiro, Prêmio Lourdes Carvalho, em Campina Grande (PB), em 2000, e Avental Todo Sujo de Ovo, 1.º lugar no Concurso Carlos Carvalho, de Porto Alegre (RS), em 2005. Onze textos encenados em diversos Estados e no exterior. Braseiro já teve três encenações: Fortaleza, em 2000; São Paulo, em 2003, na Mostra de Dramaturgia do Sesi; Salvador, em 2005, e ainda leitura dramatizada no Royal Court. Quase Nada foi encenada sete vezes, no Brasil e no exterior. Montagem dirigida por Alain Brum reestréia em São Paulo, no dia 23, no Teatro Cacilda Becker. Doutorando e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, onde também é professor de dramaturgia e teoria teatral.

José Maria Mapurunga, 55 anos, Fortaleza – CE: Com dramaturgia que reflete sua pesquisa em cultura popular e literatura de cordel, ganhou em 1998 o Prêmio Carlos de Carvalho, com A Farsa do Panelada e, em 1999, o Prêmio Carlos Câmara, em Fortaleza, com o Auto de Leidiana.Tem 19 peças encenadas, em diversos Estados e no exterior, e três textos inéditos. A Farsa do Panelada foi encenada em Maputo (Moçambique) e nos Estados do Rio, Ceará, Pernambuco e Pará. Uma montagem de Porto Alegre foi apresentada na Argentina e no Uruguai. Só o grupo Mapati, de Brasília, tem no repertório seis peças de sua autoria já apresentadas em Estados como Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rio, Minas, Goiás, Rondônia e Acre. Dramaturgo, poeta, escritor, roteirista, cordelista e criador de histórias em quadrinhos.Orlângelo Leal, 32 anos, Itapipoca – CE: Dois textos premiados no Concurso de Dramaturgia da Funarte: As Prosopopéias de Casimiro Côco (2004) e Noite Serena de Lua Cheia(2005).Oito peças encenadas - inclusive as premiadas - no Ceará e também em estados, como Acre, Goiânia e Rio. Musicou os espetáculos teatrais Bagaceira, Enquanto o Mundo Pega Fogo, Vaca Lelé e O Casamento de Tabarim. Para cinema, musicou o curta-metragem A Morte Prepara o Laço. Multiartista, pesquisador da cultura popular brasileira, é brincante, autor, diretor, ator e compositor. Integrante da Trupe Metamorfose e músico da banda Dona Zefinha, com a qual viajou para a Alemanha e lançou os discos Cantos e Causos e Zefinha Vai à Feira.

Mário Viana, 46 anos, São Paulo – SP: Seis premiações em dramaturgia, entre elas no Concurso Carlos Carvalho, nos anos de 2000 e 2001 por, respectivamente, Vamos?e Vestir o Pai. Em 2003, Galeria Metrópole ficou em 2º lugar, região Sudeste, no concurso da Funarte.Tem 20 peças escritas e 10 encenadas, entre elas Vestir o Pai, sob direção de Paulo Autran, e Galeria Metrópole. A primeira, com o título Vestiendo a Papá, foi encenada pelo grupo La Gaviota, no Uruguai, e valeu a Olga Olhagaray o prêmio de melhor atriz de 2006. Carro de Paulista, escrita com Alessandro Marson, está há quatro anos em cartaz.Dramaturgo, jornalista e co-autor de novelas.

Emmanuel Nogueira34 anos, Fortaleza – CE: Oito textos premiados, entre eles, 1º lugar em 2002 no Concurso Carlos Carvalho, com Os Cactos, e 1º lugar da região Nordeste no concurso da Funarte, em 2005, com De Braços Cruzados. Recebeu ainda auxílio de montagem do MinC, prêmio Encena Brasil, para A Serva.Onze peças escritas, 5 encenadas - Os Cactos e De Braços Cruzados estão em fase de ensaios em Fortaleza. Sua comédia Esperando Comadre Daiana, encenada por um grupo de Juazeiro do Norte, está há um ano e meio em cartaz, e foi vista por 6 mil espectadores em 17 cidades dos Estados de Piauí e do Ceará. Roteirista, dramaturgo e jornalista com especialização em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará.